terça-feira, maio 03, 2005

Os casos da jornada, por Burro Paixão

Com o aproximar do fim da época, por falta de pernas ou pelo cheiro a comida de borla, chovem casos Domingo após Domingo ainda pior que na SuperLiga. Esta semana vamos apenas mencionar três deles.

Em primeiro lugar, era importante que a Liga, a exemplo do que já fez a UEFA, abrisse à discussão a possibilidade de castigar de forma exemplar o jogo violento que penaliza os verdadeiros artistas (que no BS se contam pelos dedos da mão de um desastrado profissional de pirotecnia da Feira de Santa Maria da Perna Aberta de Vila Nova de Pedrogão Grande) em favor dos caceteiros. Mais uma vez isso ficou patente esta semana, em que o jogador António Mendes distribuiu lenha com fartura, na sua habitual forma de confundir a entrega ao jogo com dar porrada. Se quando tinha pernas isso era discutível, agora que está transformado num velho destroço com uma assiduidade tão regular como o período de uma Jenna Jamesom com Alzheimer, a máscara caiu e, se a Liga actuasse em conformidade com a lei da UEFA, o referido elemento só voltaria a jogar na próxima época ou por altura da eleição do novo Papa (o que acontecer primeiro).

No caso do artista de variedades Pedro Silva, o caso é diferente. Após um longo período em que era conhecido pela MAQPOPNPDLDD2DA (Maior Amélia Que Pôs Os Pés Na Praia De Leça Depois Do 25 De Abril) do BS, mais tarde rebaptizado para Já-Como-E-Como, com o cheiro da comida e com a frequência por tempo pouco habitual em lugares de honra, ao começar a deslizar pela tabela abaixo desatou a dar porrada sem qualquer pudor. É um caso claro da perda das (poucas) faculdades futebolísticas, que infelizmente abunda no BS.

Por fim, devo fazer aqui um reparo para uma inovação que se verificou esta semana: a invenção do Replay. Se em vários jogos se repetiram faltas, cantos e até penatis, esta semana ficou marcada pela repetição integral de uma jogada, desde a marcação incompetente de um canto, à recolha atabalhoada da bola pelo guarda-redes, passando pelo inepto mas feliz contra-ataque e terminando na marcação de um triste golo perante uma patética defesa e um guarda-redes pateta. Mais uma vez, se torna incompreensível como é que uma equipa é juíz em causa própria...

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