terça-feira, maio 10, 2005

O BS EM CIFRÕES
A Bolsa de Jogadores...ou a vida.


Tenho sido abordado várias vezes na rua a propósito do BS. Na maior parte dos casos são senhoras que, num esforço comercial de levar o país para a frente, me informam simpaticamente do custo de três pratos, o que me deixa sempre intrigado: porque será que não vendem o serviço completo? Outras vezes, são cidadão interessados, que perguntam porque nunca aprofundei um tema interessante do BS: os valores dos passes dos jogadores. E também porque não fui indiciado no caso Casa Pia. Deixemos de lado este último caso – eu nunca estive em Elvas – e abordemos então os passes dos jogadores do BS.

Os grupos.
Podemos distinguir no BS quatro qualidades de jogador. Isto é de fundamental importância para o estabelecimento de um preço de referência. Inspirados na classificação italiana do CS (Calcio di Spiaggia), os grupos são:
  • I Buoni Giocatori; (BG)
  • I Giocatori Che Pensano Sono Buoni; (GCPSB)
  • I Giocatori Di Merda; (GDM)
  • I Giocatori Senza Figura Umana Quel Assomigli Ad Un Mucchio Di Merda; (GSFUQAAUMDM)
  • I Vecchi Valori. (VV)

Claro está que há jogadores que, actualmente, integram mais do que um grupo e ainda jogadores que passaram por vários grupos.

Na lista anexa, fazemos uma apreciação individual, atribuindo o valor correspondente, em euros ou em espécie consoante os casos.

Os indivíduos. (por antiguidade, qd possa ser estabelecida)
João Marques
: já foi BG mas é agora, e definitivamente, um VV. Dada a sua idade, o seu valor apenas pode ser estabelecido em patacos, no caso, dois e meio, com direito a um cheque-desconto de 3 patacos, como nos telemóveis, se na Idade Média já os houvesse.

Luis Paz: achando-se por certo GCPSB, nunca passou de um GDM e por isso o VV está-lhe vedado. No E-Bay houve quem oferecesse por ele uma pastilha elástica certificadamente mascada por Divine Brown. Hoje, nem um broche ao Hugh Grant vale.

Jorge Amaral: antigo BG, alterna hoje entre um VV e um GCPSB. Isto é intraduzível em moeda, mas valerá uns cem marcos alemães.

António Mendes: definitivamente um VV, ex-BG, quando tinha pernas e levava uma vida mais recatada e não a orgia permanente de álcool e gajas dos dias que correm. Hoje nada dão por ele, com excepção da Vision Lab que ter-lhe-á oferecido um exame óptico completo gratuito.

Paulo Alves: é um dos casos complexos do BS. Se todos acham tratar-se de um GDM, ele considera-se definitivamente um GCPSB. A verdade é que poderia ser um BG não fora ser um GSFUQAAUMDM. Mais dois anitos e terá direito à merecida glória de vir a ser classificado como VV. Por ora, não vale mais do que meio Martini no mercado alternativo de jogadores-alternadeiras (mercado húngaro, leia-se).

(continua no próximo número)

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