terça-feira, janeiro 31, 2006

RBS JUVENIL
por Fodite Estrela


Olá amiguinhos. Depois de passar alguns tempos à custa do IEFP (obrigada Dr. Cali. Agora já não preciso de chupar mais, pois não?), estou de regresso ao nosso RBS para uma rúbrica dedicada aos mais pequeninos.

A história de hoje é um clássico e chama-se

«OS TRÊS PORQUINHOS»

Então é assim: há muito muito tempo, havia três porquinhos. Um morreu com peste suína africana e ficaram dois. Estes dois, a que atribuiremos os nomes fictícios de Guilherme Soares da Costa e Emílio Mota e Companhia, andavam sempre na borga no Estado Novo, no Via Rápida e assim. Não faziam um caralho todo o santo dia.
Na mesma floresta, havia um lobo muito mau, muito peludo e feio, a que também daremos um nome fictício: João Manuel Marques. Ora o lobo mau gostava muito de comer porquinhos, da mesma forma que em Sodoma gostavam muito de conhecer gajos.
Um dia, andavam os porquinhos a brincar na praia de Matosinhos e a espiar gajas em topless, quando, vindo do nada, aparece o lobo mau pronto a encabá-los.
- Ai, um abutre! – gritou o porquinho Guilherme.
- Quais abutre, quais caralhos! Não vês que sou um lobo mau, seu cerdo panasca? Ai o caralho... – retorquiu o lobo mau.
- Depressa, irmãozinho Milinho, foge que eu vou salvar-te! – gritou o porquinho Guilherme, em grande aflição.
- Ah, como me vai saber bem este jantar que eu vou papar! – regozijou-se, em antecipação, o lobo mau.
- Não me comas, lobo mau, que eu estou lesionado e não posso correr...
- A sério? – perguntou o lobo, condoído.- Deixa-me então ajudar-te.
Nisto o porquinho deu um grande salto e, em grande corrida, truca! truca! truca!, enfiou oito seguidas na pá do lobo que, inconsolável, choramingava:
- Filho duma grande puta, chuif! chuif! Bem me enganou!
O Guilherme porquito foi logo a correr ter com o irmãozinho e, sossegando-o, disse-lhe:
- Prontos irmãozinho, o cabrão do lobo não há-de papar o jantar, que eu não deixo. Se tiver que ser comido, prefiro que sejas tu a comer-me...
- Ó mano...
E, felizes e contentes, os dois porquinhos, de braço dado, saíram praia fora em direcção à esplanada, cantando em uníssono:

Quem tem medo do lobo mau
Lobo mau, lobo mau
Quem tem medo do lobo mau,
Salta-me aqui ao pau...

E pronto amiguinhos, aqui têm a vossa história que, ao contrário das outras, não tem qualquer espécie de moral. É mesmo assim, uma história de porquinhos.

Beijinhos e até à próxima.

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