Mensagem de Ano Novo do Presidente da Liga Manuel Pimenta
Prezados concidadãos, jogadores do BS, bandalhos em geral
O ano que está prestes a terminar foi mais um ano ainda difícil para muitas famílias e para muitas pessoas na sociedade portuguesa. Eu sei isso. Vocês também sabem. O Mito talvez saiba. O Cali não sabe, com toda a certeza. Mas este foi também um ano em que o BS começou, finalmente, a enfrentar e a resolver os seus problemas.
Todos sabemos que o BS não avança continuando a viver de ilusões e de sucessivos adiamentos. E sabemos também - sabemos todos, menos aqueles idiotas referidos anteriormente - que há muitas coisas que é preciso mudar no BS para que possamos garantir aqui um futuro melhor, para nós e para os filhos dos outros. Como tal, agradecemos a quem ainda não pagou o jantar dos 200 contos que se chegue à frente. Agora que o patrocínio Alcides acabou, há que melhorar, há que encontrar outras fontes de financiamento, há que mudar.
Pois essa mudança já começou. Finalmente, começou.
Não é, nem poderia ser, um caminho de facilidades. Quem espera que os horários voltem para as 10 horas, espera em vão. O país em geral e o BS em particular têm de aumentar a sua produtividade para responderem aos desafios de Bruxelas, de Amsterdão, de Bangue Cock, de Gang Bang. Como não é, nem poderia ser, um passe de mágica, como se fosse possível mudar as coisas de um dia para o outro. Não foi em vão que as novas balizas demoraram 5 anos a aparecerem. Mas estão cá. São nossas e estão pagas. E foi esta Liga e não a anterior que as pagou.
Mas estamos a seguir o caminho certo. E estamos a fazê-lo com a coragem e com a determinação que são necessárias para levar o BS para a frente. Para que o BS possa melhorar e criar novos lugares. Para que os jovens tenham mais oportunidades. Para que possamos garantir o pagamento das pensões de reforma ao Paz, ao Augusto e ao Meneses. Para que os nossos idosos vejam assegurado um rendimento que lhes permita viver com dignidade e não os condene a jogar até aos 70 anos, como o Amaral e o Marques. Numa palavra, para que o BS se volte a aproximar do nível que apresentou em tempos idos, com jogadores da fibra de um Manuel Pimenta, um José Ribeiro, um José Pimenta ou mesmo um Manuel Ribeiro.
É esse o nosso caminho. Sei bem que há idiotas como o Mito que consideram que este não é o melhor momento para eu estar na Liga. Mas, o meu sentimento é exactamente o contrário. Para mim é uma honra poder servir-me do meu País, do meu BS e dos meus concidadãos neste preciso momento.
E tenho a profunda esperança - tenho mesmo a certeza - de que, com a compreensão e a cooperação de todos os jogadores de boa-vontade, Portugal e o BS vão ser capazes de vencer as dificuldades e vão ter um futuro melhor. E sempre comigo a Presidente. É para isso que vocês estão a trabalhar e a dar o vosso melhor esforço. Que não é grande coisa, diga-se.
Nesta época de Natal, quero dirigir a todos os portugueses e a todas as famílias do BS uma palavra de esperança.
Mas também uma palavra de solidariedade, sobretudo para os mais desfavorecidos tecnicamente como o Paulo Alves, os mais pobres de espírito como o Artur e o Cali, os doentes como o Paz e o Meneses e os que vivem com a sua mão direita como o Mito.
Solidariedade, também, com os emigrantes espalhados pelo Mundo, como o Mendes e que, lá longe, têm o BS no seu coração.
Solidariedade com os imigrantes, como o Fonseca, que vieram para Portugal à procura de uma vida melhor e que, com o seu pouco trabalho e jeito para o futebol, tanto têm contribuído para o abaixamento de qualidade da modalidade.
Que o tempo de Natal e de um Novo Ano seja para todos - independentemente da sua religião ou da sua condição social, de ser um jogador útil ou um gremlin - um tempo de reencontro. E um tempo de esperança. Esperança que o Mito parta uma perna e dê uma vaga nos quatro primeiros lugares. Esperança que o Emílio perca o apetite. Esperança que o Nascimento emagreça.
E que o ano novo que aí vem seja mesmo novo. Mas mesmo que seja usado, que possa trazer já alguma coisa do futuro melhor que todos estamos a destruir.
Um Bom Natal e um Feliz Ano, caralho!
sexta-feira, dezembro 30, 2005
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