segunda-feira, outubro 18, 2004

O High-Life de Matosinhos – dia 6

Então queridas messalinas, como passais? Pelo que se viu no domingo, não estais grande merda. Muita garganta, mas pouca veia inchada na baguete.

O formato do artigo de hoje inspira-se nesse ícone editorial que me acompanha em todas as cabeleireiras por onde passo: a Revista Maria. Espero que gostem.

MODA
Com o desaparecimento (tardio) do Paz, o BS tornou-se enfadonho e com o aparecimento da Quinta das Celebridades perdeu audiências. Foi por isso com alegria que pude constatar o autêntico pontapé nos tomates que o Atleta Toino afinfou no marasmo ao apresentar uma novidade: umas sapatilhas sen-sa-cio-nais, como já não se viam desde o abandono do Atleta Júlio.
Impressionante a abertura lateral, esteticamente atraente, mas desportivamente inepta – afinal o rapaz não acertou um passe o jogo inteiro. O que não interessa rigorosamente nada, porque o menino estava lindo!!!

AMOR
Como é diferente o amor em Portugal! E em Matosinhos! A história conta-se em menos tempo de uma ejaculação precoce. O mauzão do Augusto, o Shrek do BS, deu um tatau no Paulo Pinto, que ficou encolhidinho a chorar. Em volta dele, apenas a passividade da rapaziada toda, que ninguém é doido de se meter com um bicharoco daqueles. Toda? Não. Do meio da bruma matinal, uma careca reluziu em defesa do seu amado. Foi arrebatador, disseram uns. Foi enrabetador, comentaram outros. O Arnaldo é um tesão, digo eu.

SOCIAL
É o principe da noite tripeira. A partir da meia-noite, qual Batman da luxúria, o querido Samúdio saltita de bar em disco, de copo de cerveja em dedos na goela, de gaja boa em tampa nas trombas. Lá o vi, sábado à noite, no EN, galhardamente atracado, copo na mão direita, cigarro na esquerda, olhar de Richard Gere e chumaço na braguilha. E, como do EN ao campo de jogos do BS é uma linha recta, o charmoso Samúdio só abandona o EN em três situações:
- porque os seguranças o reconhecem;
- porque se orienta à grande (normalmente em noites que o Arnaldo está amuado com o Paulinho Pitinho)
- porque já são horas do sorteio.
Parece não haver dúvidas de que esta última hipótese foi a mais provável no pretérito domingo.

RESUMOS DA NOVELA «SAI, SAI DA MINHA VIDA!»
Cali, a meretriz, jaz inanimada no chão, depois de um desmaio causado pela aragem excessivamente fria daquela manhã outonal.
A seu lado, o proxeneta Mito Chupito tenta reanimá-la com sais e bofetadas no toutiço. Mas o galã Miguel Nalgas insurge-se:
Nalgas: Se é assim, a partir d’agora se alguém me tocar num cabelo que seja marco falta!
Chupito: Ai é caralho? Dizes-me isso a mim que sou o único que se esforça no BS? Pois eu, se te vir a correr ao meu lado, marco falta!
Nalgas: E eu se sentir o teu bafo podre marco falta também!
Chupito: E eu se te vir aparecer pela esquerda e não parares marco falta!
Nalgas: E eu se me sentir mal disposto ou assim, marco falta!
Cali acaba por levantar-se, ajeita o vestido e sai de novo para a rua para dar o corpo a troco de uma cerveja.
Nalgas e Chupito arrastam a discussão até ao dia do juízo final (leia-se jantar do MVP).
No porto ao lado, os pescadores apuram os ouvidos na ânsia de perceber o que lhes diz o bramido do mar e os gritos das gaivotas. Ao longe, apenas se ouve, como uma oração: «.... marco falta!»
Irá João Traques, conhecido pela sua aversão a marcar faltas, interferir na discussão entre os dois chulecos? E qual o papel do Barão Luis Mineteàsvezes?

Adeus conitas. Fiquem bem, lavem-se após o coito e até pra semana.

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