quinta-feira, novembro 03, 2005

Jogadores ameaçam paralizar, por José Rodízio dos Tansos

Os jogadores da Liga do BS ameaçam não alinhar no jogo do próximo Domingo, caso não lhes sejam dadas garantias de resolução para o problema do sexo em atraso até final desta semana. A posição foi tomada por unanimidade esta terça-feira, altura em que o grupo de trabalho convocou uma conferência de imprensa a dar conta da «fase difícil» que atravessam. Refira-se que o último sexo obtido corresponde ao passado mês de Dezembro, e as dívidas para com os jogadores estão entre as 10 felações e as 60 penetrações vaginais. Se a situação se mantiver na próxima semana, o grupo apresentar-se-á no local de trabalho mas não vai desenvolver a sua actividade. Embora este problema se arraste há uns meses, os jogadores atenderam ser esta a melhor altura, «quando mais precisam de apoio», para tomarem uma posição. E adiantam que esta não é uma tomada de força contra o presidente da Liga, Manuel Pimenta, de quem dizem ter recebido bastante força para continuar, mas sim um apelo às "forças vivas" da sociedade.
Manuel Pimenta diz entender as razões dos jogadores, mas argumenta que «não pode andar até ao fim da época a tentar resolver a situação sexual de cada um. Chegou a altura de dizer basta». E mais, caso a situação não seja resolvida, afirma «pedir a demissão já na próxima quinta ou sexta-feira».
Testemunha do desespero dos jogadores, o director Paz da Silva conta que muitos deles nem sequer têm força para tomar o pequeno almoço e que chegaram a um ponto «em que nem vêem os azulejos no tecto». Esta tomada de posição surge, em seu entender, «porque querem uma resposta de alguém» que lhes garanta ultrapassar a crise e o nível de enchimento dos respectivos testículos. É que, lembra o director, os jogadores do BS não têm a regularidade sexual dos jogadores dos grandes clubes. Os jogadores têm sexo regular uma vez por mês, ás vezes duas. «Há conjuges que ainda vão aceitando que eles se atrasem, mas os jogadores começam a ter vergonha de andarem na rua», finaliza.

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