OS TEXTÍCULOS DO MENEZES
de Luís de Menezes y Lencastre
Hola, coños! Eu sei que já todos tinham adivinhado que eu era eu, por isso decidi sair da clandestinidade e passar a assinar com o meu verdadeiro nome e acabar com essas coisas dos deuterónimos como o Fernando Pessa.
Eu sempre fui e serei das bases, sou um pai-fundador do BS, um Lincoln, um Afonso Henriques, um Adão. Poderia muito bem dizer quem são os gajos que escrevem estes textos, mas não me apetece, não digo, até porque nem sei.
Farto de ser obrigado a dizer mal de mim para encobrir a identidade, passarei a comentar as minhas próprias exibições semana após semana, assim como se fosse uma punheta jornalística, vá lá, um auto-broche, um dedo que me autorizo a introduzir no próprio orifício rectal.
E começando pelo princípio, comecemos por esta semana. Resultado aziago, más condições para realizar um bom jogo. Não vou dizer que o resultado foi injusto, mas também não foi justo. Muito querer da minha equipa, claramente inferior em valores futebolísticos ao adversário, mas com garra, determinação, vontade, numa palavra: boa atitude e espírito de sacrifício. Isto são quatro palavras, mas tudo se resume numa: bom jogo. Vá lá, agora a sério, só numa palavra: tá-se.
Eu penso que estive bem. Dois golos, muita iniciativa atacante, a abnegação de correr um bocado e sair logo. Todos sabem que eu sou da escola Adrianse: os merdas que defendam, eu vou para a frente, eu rompo os hímenes das defesas contrárias, eu penetro, eu esburaco.
Dos meus colegas de equipa, e aqui colegas no sentido que se dá normalmente ao termo e que os militares repudiam, há a destacar todos pela positiva, pela negativa ninguém, que eu acho que todos tentam fazer o seu melhor. Mesmo os que não correm estão lá - até porque, não correndo, também não podem chegar a mais lado nenhum. Eu penso que nunca disse isto: o BS não é atletismo.
Notas mais positivas para o Lapisse, boas intervenções, um bocadinho mal batido em alguns lances, fruto de uma colocação deficiente (está sempre dois passinhos atrás do que devia estar, apesar das minhas tentativas para o corrigir), mas no geral bem. Também o Ciclope da Lavra, bom golo, muito querer na hora de aliviar, boa pontaria, na gaveta. Ainda o Emílio, o K9 da PSP, sempre agarrado á coxa, mas com muita determinação.
Penso que ainda não falei de mim. Fui muito martirizado por faltas, a que eu respondo com classe, virando a cara para o outro lado, qual Cristo que apresenta a outra face a quem o esbofeteou. Marquei dois bons golos, tive tempo para rir-me um bocado com o meu amigo Jorge, outra exibição conseguida, e terminei o jogo assumindo a postura com quem encaro a vida: coçando os tomates.
Até para a semana.
terça-feira, outubro 18, 2005
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